Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram no oitavo dia com reforço do Exército e 600 pessoas mobilizadas
As buscas pelas crianças Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidas desde a tarde do dia 4 de janeiro, no município de Bacabal, no interior do Maranhão, entraram neste domingo (11) no oitavo dia consecutivo de operação, reunindo uma força-tarefa que conta com o reforço do Exército Brasileiro, policiais militares, bombeiros e cerca de 600 pessoas, entre agentes oficiais e voluntários da região. (Brasil 247)
Operação intensificada e apoio das Forças Armadas
Desde a última sábado (10), a ação de busca foi reforçada com a chegada de 26 militares do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro, vindos de São Luís, e 15 policiais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Maranhão. Esse apoio ampliou o efetivo disponível para percorrer a região de mata densa em torno de Bacabal, considerada de difícil acesso devido à vegetação intensa, trilhas pouco utilizadas e ausência de energia elétrica. (Brasil 247)
As equipes concentram os trabalhos especialmente em uma área de mata fechada onde há um lago de cerca de 800 metros de extensão, um dos pontos de foco da operação desde que roupas pertencentes a um dos primos das crianças foram encontradas no local na última quinta-feira (8). (Brasil 247)
Relato do primo que foi encontrado
As crianças desapareceram enquanto brincavam com o primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos, no povoado São Sebastião dos Pretos, área rural de Bacabal. Anderson também havia sumido, mas foi encontrado com vida na quarta-feira (7) e permanece sob observação médica. Em depoimento aos pais e à psicóloga que o acompanha, ele contou que deixou os dois primos na região próxima ao lago para buscar ajuda, o que direcionou parte das buscas para esse trecho de mata. (Brasil 247)
Mobilização de voluntários e apoio comunitário
Além das equipes oficiais, centenas de voluntários de diversas comunidades próximas se uniram à operação de busca. Muitos conhecem bem o terreno e têm auxiliado indicando trilhas, caminhos pouco usados e pontos estratégicos que podem facilitar as buscas. Moradores da região também têm participado com embarcações para percorrer trechos do rio Mearim, que corta áreas de difícil acesso. (Brasil 247)
Entre os voluntários, nomes de diversas profissões se destacam — como pedreiros, pescadores e empresários — que interromperam suas rotinas para contribuir com as buscas. “Quem tem filho se coloca no lugar. Viemos dar força para a comunidade”, disse um dos participantes. (Brasil 247)
Estrutura de apoio montada pela prefeitura
A prefeitura de Bacabal montou duas bases de apoio para dar suporte às equipes de busca, oferecendo alimentação, descanso e logística aos participantes — que se revezam e mantêm atividades 24 horas por dia na tentativa de ampliar as chances de localizar as crianças. (Brasil 247)
Esperança da família e da comunidade
Apesar do cansaço e da ansiedade que se acumulam com o passar dos dias, a família e a comunidade mantêm a esperança de que as crianças sejam encontradas com vida. O avô de Ágata Isabelle afirmou que, embora a situação seja angustiante, a fé e a perseverança continuam fortes. (Brasil 247)

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